.:: Hotéis e Pousadas
 Ordem Alfabética
 Por Bairros e Distritos
 Por tarifas
 Locais para convenções
 .:: Pacotes
 Ferias de Julho 2017
 .:: Saúde & Beleza
 Beleza e Estética e Spa
 Hospitais e Clinicas
 .:: Imóveis
 Casa de Temporada
 Imobiliárias
 Vendas
 Pousada Venda
 .:: Gastronomia
 Delicatessen e Adegas
 Restaurantes e Pizzarias
 .:: O que fazer?
 Bares
 Lazer & Aventura
 Compras
 Galerias de Arte
 Vila Antiga
 .:: Turismo
 Ecoturismo
 Eventos
 Fotos
 Historia
 Turismo Cultural
 Turismo Histórico
 Videos
 .:: Serviços & Utilidades
 Como Chegar
 Mapa
 Taxi e Transfer
 Músicos & Shows
 Hotel para animais
 .:: FALE CONOSCO
 Contato
  .:: Seresteiro, Serenateiro ou Sereneiro?

Seresteiro, Serenateiro ou Sereneiro?

Capital da colônia até 1763, Salvador era, ao lado do Rio de Janeiro, uma das cidades mais importantes em meados do século XIX. E é na obra de um escritor baiano, Afonso Rui, que vamos descobrir um pouco mais sobre serenatas e seus personagens.
Numa época em que a profissão de cantor não existia, muito menos a reprodução sonora, era na voz dos “cantadores” de rua, a quem deram nomes como serenatistas, sereneiros, serenateiros e seresteiros, que florescia a alma musical do povo brasileiro. As rígidas regras sociais da época chegavam a dividir esses “cantadores” em dois grupos: os cancioneiros, que eram recebidos em saraus nas casas de famílias ricas e influentes, “e seresteiros, a quem, ostensivamente se fechavam as portas.” A literatura não é clara sobre o critério usado na classificação. Tratando-se de uma sociedade escravocrata, imagina-se que pesavam a favor dos cancioneiros, além das qualidades como trovador, cantor e instrumentista, a cor da pele. Mesmo assim, alguns eram tão bons, como o mulato Xisto Bahia (1841-1894) e, no Rio de Janeiro, o negro Eduardo das Neves (1871-1919), que conseguiram se destacar apesar do preconceito. 
Afonso Rui ressalta que mesmo os seresteiros, não constituíam uma classe homogênea. Ele os classificou em três grupos: 1) Pessoas “de fama pouco lisonjeira”, apreciadores da bebida “e cuja serenata terminava em conflito” a quem poderíamos chamar de ‘bagunceiros’; 2) “seresteiros de modestas ambições, que se sentiam bem pagos com o êxito das suas composições quando as sabiam cantadas por outros”, a quem o escritor chamou de “vaidosos” e 3) aqueles “de almas românticas, que faziam da serenata, uma fonte espiritual para o amor”, ou seja, os verdadeiros românticos.
Retroagindo até os últimos anos da Idade Média, na Espanha ou Portugal, onde surgiu o hábito do canto à noite pelas ruas, vamos comprovar que é o terceiro grupo, os românticos, o mais representativo da pura tradição serenateira. O objetivo do cantor era se fazer ouvir pela dama que amava, a quem o acesso lhe era negado, pelo rigor comportamental da época. Não lhe interessava público, aplausos, elogios ou uma farra com os amigos, apenas embalar os sonhos de sua amada e, quem sabe, ser agraciado com um simples aceno traduzido em “Estou ouvindo, meu amor!”.

 .:: Publicidade

 .:: Apoio


Hotéis, Pousadas e Hoteis fazenda em Conservatoria por ordem alfabética
Hotéis, Pousadas e Hoteis fazenda em Conservatoria por Bairros
Hotéis, Pousadas e Hoteis fazenda em Conservatoria por tarifas
Hotel e Pousada para convençõesHotel e Pousada pacotes
Concervatória Com Br • O melhor conteúdo Conservatoria mg

© 2004-2008 Todos os direitos reservados • Desenvolvido por EComputer