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Seresta: surgimento e expansão

Apesar de vários escritores contemporâneos utilizarem o termo ‘seresta’ como sinônimo de ‘serenata’, são, de fato, duas formas de manifestações musicais distintas, embora ‘aparentadas’. O pesquisador, compositor e radialista Paulo Tapajós (1913-1990), numa palestra realizada em Conservatória, em 1986, documentada em vídeo, define e explica a origem da ‘seresta’: “A serenata é um concerto ao sereno. Esse mesmo tipo de concerto dentro de casa era o sarau. Modernamente as coisas se confundiram, e surgiu uma palavrinha nova, que nunca foi usada: seresta. A seresta é uma mistura do sarau com a serenata. Essa é que é a verdadeira definição de seresta.” Tapajós, entretanto, não chega a relatar a época em que surge a ‘seresta’. Para tanto, podemos recorrer aos romancistas do final do século XIX, tais como Joaquim Manuel de Macedo (1820-1882), em seu livro A Moreninha. Os saraus são descritos como reunião para manifestações artísticas, principalmente música e poesia, realizadas por famílias abastadas. O principal instrumento musical dessas reuniões era o piano. Os “cantores do sereno” e seus violões eram vistos com desprezo e preconceito pelas ‘elites’. Essa situação perdurou, com certeza, até o final do século XIX, o que pode ser comprovado através da obra do escritor Lima Barreto, considerado “um dos principais expoentes do pré-modernismo”, em textos que “retrataram sem retoques a vida no Rio de Janeiro no início do século XX”. Seu livro Triste Fim de Policarpo Quaresma , escrito em 1911, descrito como obra que “põe a nu as estruturas sociais e políticas do Brasil da Primeira República e de um Rio de Janeiro ainda provinciano por volta de 1890” deixa claro a posição social ocupada pelo violão e seus executores. Por exemplo, quando um homem, carregando um violão, chega à casa do personagem-título, Barreto escreve: “Logo pela primeira vez o caso intrigou a vizinhança. Um violão em casa tão respeitável? Que seria?” Numa realidade como esta, fica difícil conceber uma recepção amigável dos “cantores do sereno” em “casas de família” para que se desse, então, o surgimento da “seresta”. Já o seu outro livro, Clara dos Anjos, escrito em 1922, tem início com a descrição de um de seus personagens, um dedicado chefe-de-família, sobre o qual ele escreve: “O carteiro Joaquim dos Anjos não era homem de serestas e serenatas; mas gostava de violão e de modinhas”. Ao analisar os dois textos, podemos inferir que:
- A ‘seresta’, como descreveu Paulo Tapajós, surgiu ao longo da primeira ou segunda década do século XX;
- que, naquele período, eram reconhecidos dois tipos diferentes de reuniões musicais realizadas por seresteiros: as “serestas”  e as “serenatas”.
Na atualidade, a importância de se distinguir uma da outra reside na busca do real entendimento da relevância cultural do movimento musical preservado em Conservatória. Seresta é uma reunião muito comum, encontrada nas mais variadas cidades do Brasil e, com muita freqüência, nos bairros do Rio de Janeiro. Já a Serenata, definida como “hábito de cantar as noites pelas ruas”, sugerem as incontáveis matérias jornalísticas realizadas pela mídia nacional e estrangeira, principalmente nos anos 80 e 90, tem se perpetuado apenas nas Ruas de Conservatória


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