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Choro: música brasileira que não “sai de moda” – Parte I


“Choro” ou “Chorinho” é hoje o nome de um gênero musical brasileiro que, mesmo fora da mídia, tem uma grande legião de fãs. É muito conhecido e valorizado também no exterior. Inicialmente a palavra “choro” foi usada tanto para designar um conjunto instrumental como também uma maneira de tocar, assim afirma o pesquisador Ary Vasconcelos.  Surgiu por volta de 1870, fruto da criatividade de músicos populares do Rio de Janeiro. José Ramos Tinhorão afirma que “teve sua origem no estilo de interpretação que os músicos populares imprimiam à execução das polcas, que desde 1844 figuravam como o tipo de música de dança mais apaixonante introduzido no Brasil”.  Esses músicos organizavam-se em conjuntos à base de violões e cavaquinhos. E foi a flauta, o terceiro instrumento mais popular na época, o marco para o nascimento do “choro”, introduzida pelo compositor e flautista Joaquim Calado (1848-1880), como escreveu o Maestro Batista Siqueira em seu livro Três Vultos Históricos da Música Brasileira. Siqueira acrescentou “Ficou constituído o mais original agrupamento reduzido (dois violões, um cavaquinho e uma flauta) de nosso país – O Choro, de Calado”. Em seu livro História e Inventário do Choro, Ary Vasconcelos divide-a em seis gerações (ou fases) que apresentamos em síntese nesta e na próxima edição. Para conhecer um gênero musical, melhor do que tentar entender uma descrição é ouvir. Da vasta relação de compositores e intérpretes constante do referido livro, foram identificados os nomes que o escritor considerou o mais (ou um dos mais) representativo de cada fase, com choro de destaque, como sugestão para quem deseja ter uma breve visão (ou audição!) da evolução desse gênero musical:
1ª fase (1870-1888): Joaquim Calado com Flor Amorosa. Esta música foi lançada onze dias após sua morte. E foi justamente ela que eternizou seu nome como compositor. Tempos depois a melodia ganhou letra de Catulo da Paixão;
2ª fase (1889-1918): Maestro Anacleto de Medeiros com Rasga o Coração. Fundador da Banda do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro, Anacleto acumula o mérito de ter levado o choro para o repertório das bandas musicais, civis e militares. Vasconcelos avalia que, até 1919, o choro vive sua época de ouro. “Ainda não havia surgido as jazz-bands, com seus saxofones e baterias americanas. O chorão tocava sem interesse pecuniário, pelo prazer de tocar e comer. Um chorão não se importava de passar a noite tocando, contanto que o anfitrião o remunerasse bem, não financeiramente, mas gastronomicamente”.


Choro: música brasileira que não “sai de moda” – Parte II

No texto anterior iniciamos um breve histórico sobre o “choro”, que o escritor Ary Vasconcelos dividiu em fases, destacando alguns personagens. Continuando temos:
3ª fase (1919-1930): Pixinguinha com Carinhoso. Composto em 1917, foi gravada pela primeira vez em 1928. Essa demora é explicada pelo próprio autor: “Naquele tempo o pessoal nosso da música não admitia choro assim de duas partes (choro tinha que ter três partes). Então eu fiz o ‘Carinhoso’ e encostei. Tocar o ‘Carinhoso’ naquele meio! Eu não tocava ...ninguém ia aceitar”. A consagração popular veio em 1937 com letra de João de Barro e interpretação magistral de Orlando Silva. Um sucesso que, com certeza, continuará atravessando gerações;
4ª fase (1927-1946): Alberto Marinho com Rapaziada do Brás. Foi um período de “vacas magras” para a música instrumental no Rio de Janeiro. Com a melhora tecnológica nas transmissões radiofônicas surge a vitrola elétrica. Vive-se aquela que viria a ser conhecida como “época de ouro” das canções, levando ao estrelado Carmem Miranda, Francisco Alves, Silvio Caldas, Orlando Silva e outros. O choro tornara-se música de público restrito. Em São Paulo, entretanto, começa a se popularizar o “choro paulista”, e um nome se destaca: a Orquestra Colbaz. Foi a primeira a gravar sucessos como Tico-Tico no Fubá, de Zequinha de Abreu;
5ª fase (1945 – 1950): Jacó do Bandolim autor de Doce de Coco, estreou como solista em 1947 com o choro Treme-Treme. Esta foi uma fase propícia para o choro. Surgem grupos musicais como o Quarteto Brasil e a Orquestra Tabajara do maestro Severino Araújo, autor do clássico Espinha de Bacalhau.  Dois grandes músicos reaparecem: Pixinguinha e Benedito Lacerda. O primeiro, que tocava flauta, agora apresenta-se tocando sax-tenor.  Juntos regravaram sucessos de Pixinguinha. Em 1949 estréia em disco o grande flautista Altamiro Carrilho;
6ª fase (1951 – 1983): Período de realização de grandes eventos voltados para o choro,  que contribuiu para o surgimento de novos grupos tais como: Os Carioquinhas, Época de Ouro, Camerata Carioca, Turma do Sereno, Noites Cariocas, Nó em Pingo d’Água e muitos outros. Surgiram novas composições mas  recordar os sucessos do passado sempre foi (e continua sendo) indispensável em qualquer apresentação. Muitos músicos surgidos nessa fase estão em plena atividade, com gravações sendo comercializadas e facilmente encontradas. Alguns exemplos: Maurício Carrilho, Luciana Rabelo, Henrique Cazes, Deo Rian, Zé da Velha e outros.


Choro: música brasileira que não “sai de moda” – Parte III (Final)

Em seu livro “Carinhoso etc – História e Inventário do Choro”, lançado em 1984, Ary Vasconcellos apresenta aqueles que podem ser considerados os maiores clássicos do gênero. Sua apuração tomou por base o número de gravações de cada obra, chamando de “clássico” aquele que tivesse, pelo menos, quatro gravações. De sua relação, os primeiros colocados são: 1º) Tico-Tico no Fubá (Zequinha de Abreu); 2º) Lamentos e Carinhoso (Pixinguinha); 3º) Apanhei-te, Cavaquinho (Ernesto Nazaré); 4º) Odeon (Ernesto Nazaré); 5º) Flor Amorosa (Joaquim Calado); 6º) Brasileirinho (Valdir Azevedo); 7º) Branca (Zequinha de Abreu); 8º) Urubu Malandro (Louro); 9º) Saudade Eterna (Santos Coelho) e Tenebroso (Ernesto Nazaré) e 10º) Ingênuo e Sofres Porque Queres (Pixinguinha).

Conhecendo alguns dos compositores desses clássicos

Ernesto Nazareth (20/3/1863-4/2/1934) nasceu e viveu no Rio de Janeiro. Perdeu a mãe,  que o iniciou na música, aos dez anos de idade. Passou sua infância e adolescência tendo no piano seu principal companheiro. Com quatorze anos compôs sua primeira música. Ao lançar  Brejeiro, em 1893, iniciou uma carreira que o tornaria um dos músicos mais originais do país: tanto pode ser considerado erudito, em função da sofisticação de suas composições, como popular, já que algumas de suas obras conquistaram o gosto do grande público. Um exemplo foi o choro Odeon, cujo título refere-se a um dos cinemas em que Nazareth apresentava-se musicando os filmes-mudos da época. Em 1917 perdeu uma filha, em seguida a esposa, dando início a um processo patológico que culminou com o internamento numa colônia de doentes mentais, de onde fugiu, para ser encontrado morto na Floresta da Tijuca.
Zequinha de Abreu (19/9/1880-22/1/1935) nasceu em Santa Rita do Passa Quatro (SP).  Aos seis anos já tocava flauta e, ainda criança, organizou uma bandinha na escola, da qual era regente. Trabalhou com o pai, farmacêutico, como escrevente e também na prefeitura de sua cidade, sem nunca deixar de tocar e compor. Em 1917 lançou as composições que iriam celebrizá-lo: Tico-Tico no Fubá e Branca. A primeira tornou-se uma das músicas brasileiras mais conhecidas e gravadas em todo o mundo.  Foi para São Paulo em 1919 onde tocou em dancings, casas noturnas e pequenas orquestras. Foi também pianista-demonstrador da Casa Beethoven e, para complementar o orçamento familiar, percorria casas de famílias ricas tocando e vendendo suas partituras. Faleceu dois anos após formar a Banda Zequinha de Abreu.

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